Gaviões irá expulsar integrantes que colocaram fogo em carro alegórico no Sambódromo de Santana

O advogado da Gaviões da Fiel, Davi Gebara Neto, disse na tarde desta sexta-feira (24) que a escola irá expulsar os integrantes que colocaram fogo em uma alegoria da Pérola Negra na dispersão do Sambódromo do Anhembi, depois da confusão durante a abertura das notas do Grupo Especial, nesta terça-feira (21). Eles ainda não foram identificados.

“O Wagner [da Costa, vice-presidente da Gaviões] se comprometeu a tentar localizar quem são as pessoas responsáveis, trazer os nomes e expulsá-los. Isso não pode acontecer”, disse o advogado.

Imagens feitas pela emissora Rede TV mostraram pessoas com camisetas pretas e que acompanham a torcida da Gaviões da Fiel atirando objetos em direção ao carro alegórico. O delegado Osvaldo Nico Gonçalves, do Delegacia Especializada em Atendimento ao Turista (Deatur), investiga o caso e tenta identificar os responsáveis pelo incêndio.

Neto acompanhou Costa durante depoimento na delegacia que investiga o tumulto. Na saída, o vice-presidente da Gaviões só explicou por que se dirigiu até a área restrita, onde eram lidas as notas, antes de a confusão começar – a polícia investiga se houve uma ação orquestrada entre dirigentes. “Como dirigente, queria conversar com os integrantes da Liga. Não era cabível aquele 8,9”, disse, reclamando sobre uma nota recebida pela escola.

Pagamento do prejuízo
Na quarta-feira (23), o presidente da Pérola, Edilson Casal, compareceu à sede da Gaviões da Fiel no Bom Retiro, na região central de São Paulo. Segundo o diretor da Pérola Jairo Roizen, conversas estão sendo mantidas entre as duas diretorias para tentar resolver o imbróglio.

“Queremos que a Gaviões faça o ressarcimento ou que a Liga faça isso. A intenção real é que todos sejam punidos. Por enquanto, a única escola que está sendo punida é a Pérola Negra, que está sendo rebaixada sem que as notas de dois jurados tenham sido lidas e ainda teve um carro incendiado.”

A Pérola Negra afirmou que o incêndio é prejuízo para a escola, apesar do fato de que o carro não será mais usado em desfiles. Segundo Jairo Roizen, a Pérola mantinha conversas com a própria Prefeitura de Itanhaém, cidade que foi tema do samba-enredo, para vender as esculturas presentes na alegoria. Outra opção, afirma Jairo, seria vender as esculturas para escolas menores do interior de São Paulo. É um procedimento adotado pelas escolas de samba todos os anos para se livrar material que não será utilizado novamente.

Fonte: G1




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