A Proposta de Alencar Santana
No dia 21 de julho de 2026, o deputado federal Alencar Santana, representante do partido PT-SP, apresentou uma iniciativa de Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de categorizar o acesso à água potável como um direito fundamental social, conforme descrito na Constituição Federal. Essa proposta visa também garantir que o abastecimento de água para consumo humano seja mantido como um serviço público gerido pelo Estado, proibindo a privatização e outras formas de transferência desse serviço para a iniciativa privada.
O que diz a PEC sobre o acesso à água
Aproximando-se do contexto da proposta, é importante ressaltar que a água deve ser compreendida como um direito humano básico e não como um bem comercial. Em uma declaração em suas redes sociais, Alencar Santana enfatizou que “água não é mercadoria. É vida. É saúde. É dignidade”. Ele argumenta que o acesso à água potável precisa ser garantido da mesma forma que outros direitos básicos, como saúde, educação, alimentação e moradia.
Importância da água como direito humano
O acesso à água, especialmente a água potável, é essencial para a promoção da saúde e da dignidade humana. Este recurso não apenas sustenta a vida, mas também influencia diretamente a qualidade de vida e o desenvolvimento social. Trata-se de uma questão que transcende obstáculos socioeconômicos e que deve ser acessível a toda a população, independentemente da classe social.

Estrutura do sistema de abastecimento de água
Uma mudança estrutural é necessária no sistema de abastecimento de água, uma vez que a implementação da PEC propõe que essa infraestrutura essencial não seja delegada a empresas privadas. O novo dispositivo constitucional sugerido pretende reafirmar o abastecimento de água como um serviço público essencial, controlado pelo governo, que deve ser fornecido de maneira universal e equitativa.
Novas regras sobre privatização da água
A proposta traz mudanças significativas em relação à atual política de privatização. Está prevista a proibição de novas concessões ou transferências que coloquem o abastecimento de água sob o controle privado. Contudo, a PEC ainda permite que entidades públicas contratem serviços das empresas privadas para ações complementares como manutenção e fornecimento de equipamentos, assegurando a supervisão estatal em todas as etapas do serviço.
A proteção legal do abastecimento
Um dos pilares desta proposta é a criação de um escudo legal que proteja o abastecimento de água da influência do setor privado. A proposta visa garantir que, independentemente de alterações políticas futuras, o acesso à água potável continue a ser tratado como um direito inalienável e que seu gerenciamento permaneça sob a responsabilidade do Estado, em busca de melhores serviços e maior equidade.
Vulnerabilidade e acesso à água
A PEC se preocupa também com grupos que estão em situação de vulnerabilidade. Um item importante da proposta é a garantia do fornecimento de um volume mínimo de água às pessoas que enfrentam dificuldades financeiras. Essa cláusula impede a suspensão do abastecimento nessas circunstâncias, ressaltando a necessidade de um suporte social que proteja as populações mais ameaçadas, assegurando que sua dignidade e saúde não sejam comprometidas.
Impactos da PEC na saúde pública
Garantir acesso à água potável é um fator crucial na prevenção de doenças e na promoção da saúde pública em larga escala. Ao implementar essa proposta, espera-se que se reduza o número de enfermidades passadas pela água, além de minimizar desigualdades sociais. A água limpa está diretamente ligada à qualidade de vida, e assegurar seu acesso é fundamental para a saúde da população.
Como a água potável melhora a qualidade de vida
O acesso à água potável não apenas melhora a saúde, mas também contribui para o bem-estar psicológico e social das pessoas. Um ambiente saudável, com água limpa disponível, promove maior qualidade de vida e dignidade, refletindo numa sociedade com menores níveis de estresse e mais produtividade. A água é um elemento essencial que apoia a educação, pois crianças que têm acesso a essa necessidade básica são mais propensas a frequentar a escola regularmente e aprender com mais eficácia.
Próximos passos na tramitação da PEC
Após sua proposta inicial, o próximo passo será a discussão e votação da PEC no Congresso Nacional. Se for aprovada, a proposta estabelece um período de transição de até cinco anos para alterar contratos já existentes e retornar a gestão do abastecimento de água ao controle público. Alencar Santana espera que essa PEC não só mude o panorama do abastecimento de água no Brasil, mas também reforce o compromisso do país com a defesa dos direitos humanos e a proteção do meio ambiente.
Com uma abordagem que prioriza o interesse público em um assunto tão vital, a PEC é vista como um marco na luta pelo reconhecimento da água como um direito fundamental, enfatizando a importância de um gerenciamento responsável e justo desse recurso precioso para todos os brasileiros.

